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1989  
  1º governo da Frente Popular - coligação de partidos de esquerda. Plataforma principal: democratização das relações entre Estado e Sociedade Civil. Ausência de recursos para investimentos - Reforma Tributária - potencialização dos recursos próprios / “Quem tem mais; paga mais”/ Ex: Reformulações do IPTU e ISSQN. Primeira proposta de Orçamento Participativo (OP): discussão pública do orçamento e recursos para investimento - coordenado pela Secretaria de Planejamento Municipal. Proposta da Prefeitura de regionalização do OP- 5 regiões. Debate com as lideranças comunitárias e sindicais - definição das 16 regiões: Ilhas, Humaitá - Navegantes, Leste, Lomba do Pinheiro, Norte, Nordeste, Partenon, Restinga, Glória, Cruzeiro, Cristal, Centro-Sul, Extremo-Sul, Eixo- Baltazar, Sul e Centro. 1ª Reunião do OP - Zona Norte, no Sindicato dos Metalúrgicos - 200 participantes. Criado o Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA).

1990  
  Aprovação da Lei Orgânica Municipal em 03.01.90. O OP passa a ser coordenado pela Coordenação de Relações com a Comunidade (CRC). Criação do Gabinete de Planejamento (GAPLAN), responsável pelo planejamento orçamentário, mudando o padrão tradicional de fazer o orçamento. GAPLAN e CRC estão vinculados diretamente ao Gabinete do Prefeito. Criação do Conselho Municipal do Plano de Governo e Orçamento. Critérios para eleição de delegados na 1ª rodada - 5 pessoas: 1 delegado.Critérios para distribuição de recursos nas regiões: população carente, população total, contribuição para a organização da cidade, mobilização popular e carência de infra-estrutura.

1991  
  Distribuição dos recursos por setor de atividade ao invés da política de concentração dos investimentos nas áreas de carência máxima. A hierarquização é feita por órgãos da administração. Dois critérios foram abandonados: o da mobilização popular e o da importância da região para a organização da cidade. Novo critério: a prioridade da região. Critérios para a distribuição de recursos: carência de serviços ou infra-estrutura urbana da região, população em área de carência máxima de serviços ou infra-estrutura da região, população total da região e prioridade da região.Criação do Fórum Regional do Orçamento Participativo(FROP).Aprovada a lei que disciplina a concessão do direito real de uso aos ocupantes de áreas de propriedade do poder público municipal (Lei nº 242 de 09.01.91). Criação do Conselho Municipal de Educação e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Criação do Programa Municipal de Educação Infantil - atendimento às crianças de 0 a 6 anos.

1992  
  Reforço das relações com a comunidade: criação do Coordenador Regional do Orçamento Participativo (CROP). Introdução de sete temas para hierarquização: saneamento básico, regularização fundiária, transportes, saúde, organização da cidade, pavimentação e educação.Multiplicação dos espaços de participação, como os Conselhos Populares e os Conselhos Tutelares. Criação do Conselho Municipal da Saúde (CMS).Aprovada a lei que institui o Banco de Terras (Lei nº269 de 22.01.92).

1993  
  2ª gestão da Administração Popular. Novo nome para o tema pavimentação: Pavimentação Comunitária. Plano Plurianual elaborado internamente pelo governo é apresentado para aprovação no COP. Realização do Cidade Constituinte - Qual a cidade que queremos no futuro? I Congresso da Cidade - aprovação das diretrizes, projetos e ações da cidade que se deseja. Alterações no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU): aprovado na Câmara de Vereadores a progressividade no tempo (alíquota progressiva). Aprovada a Lei 312 que regulamenta a função social da propriedade. Criação da Unidade Financeira Municipal (UFM) como unidade de correção dos tributos (impostos, taxas e contribuição de melhoria). Criação dos Conselhos Escolares em 19.01.93.Início do projeto “Escola Cidadã”: participação da comunidade nas escolas.Criação do convênio com creches comunitárias: recursos públicos e gerenciamento da comunidade. Papel prioritário da Prefeitura na política de Assistência Social do município articulando ações que se encontravam dispersas.

1994  
  Criação das Temáticas: Circulação e Transporte, Saúde e Assistência Social, Educação, Cultura e Lazer, Desenvolvimento Econômico e Tributação e Organização da Cidade e Desenvolvimento Urbano. Primeira discussão e aprovação do Regimento Interno no Conselho Municipal do Plano de Governo e Orçamento. Constituição da Comissão Paritária que coordena e planeja as atividades do Conselho, com quatro representantes do governo e quatro conselheiros eleitos. Criação da Comissão Tripartite composta por Governo, Conselho e Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) que trata sobre o ingresso de pessoal na administração do município. Início da discussão dos critérios técnicos e gerais no Conselho de forma sistemática. Redefinição do critério de eleição para delegados: 20 participantes – um delegado e a fração maior do que dez. Parcela dos delegados é tirada também nas reuniões intermediárias: dez participantes – um delegado na reunião de maior quórum.1ª Prioridade de toda a Cidade: Regularização Fundiária. Plano de Desenvolvimento Econômico: programas e projetos para dinamização da economia da cidade. Entra em vigor a lei do IPTU progressivo no tempo e que define as Áreas Urbanas de Ocupação Prioritária (AUOPS).Inicia-se o processo de municipalização da Saúde - o município se responsabiliza cada vez mais pelas áreas sociais. Criação do Conselho Municipal de Transportes Urbanos (COMTU) e do Conselho Municipal do Fundo de Compras Coletivas (FUNCOMPRAS). Aprovada Lei 315 (de 06.01.94) que dispõe sobre o Solo Criado.

1995  
  Alteração nos critérios gerais do OP: é excluído o critério “população carente da região”. O Regimento Interno passa a ter formato próprio e é publicado.Comissão Paritária e a Tripartite constam no Regimento Interno.Criação da Instituição Comunitária de Crédito (ICC) Portosol. Realização do II Congresso da Cidade: início das discussões sobre a reformulação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Início da Constituinte Escolar e reestruturação curricular: ensino por ciclo de formação. Criação do Conselho Municipal de Acesso à Terra e à Habitação– (COMATHAB) (LC 337 de 10.01.95). Município credencia-se no Programa Pró-moradia do governo federal, aumentando sua responsabilidade na área habitacional - descentralização da política habitacional. Criação do Conselho Municipal dos Direitos da Cidadania contra as discriminações e violência (CMDC), do Conselho Técnico da Vila Tecnológica de Porto Alegre, do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM). Regulamentação do Fundo Municipal de Desenvolvimento (FMD) (Lei 7592 de 10.01.95). Aprovada a Lei 7593 (de 05.12.95) que dispõe sobre a instalação de escritórios comunitários nas vilas irregulares de Porto Alegre.

1996  
  Mudança nos nomes dos temas de hierarquização: Transporte passa a ser Transporte e Circulação e retira-se o termo “comunitária” de pavimentação. Mudança nos critérios de eleição para delegados: introdução do sistema de faixas. Introdução de uma tabela de proporcionalidade no Regimento Interno para a eleição dos conselheiros quando tiver mais de uma chapa.Mudança no nome do Conselho: Conselho Municipal do Orçamento Participativo. Repercussão internacional do OP: apresentado no Habitat II, em Istambul, com a participação de conselheiro do OP. Município assume a Secretaria Executiva da Rede de Cidades do Mercosul. Lei Kandir e Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental –( FUNDEF) retiram os recursos do município. Criação do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia (COMCET), do Conselho Municipal de Agricultura e Abastecimento (CMAA), do Conselho Municipal do Meio Ambiente (CMS), do Conselho Municipal de Desporto e do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (COMAE).

1997  
  3ª gestão da Administração Popular. Elaboração do Plano Plurianual com participação popular: discutido nos Fóruns do OP (FROPs). Alteração no critério de eleição dos delegados: oito faixas de proporcionalidade. A rodada passa a ser chamada de Assembléia Geral Popular. Os participantes da 1ª rodada são identificados para a escolha dos delegados. Introduz-se oficialmente o nome de “Rodadas Intermediárias”. Criação da Comissão Tripartite II composta pelo Conselho, Secretaria Municipal de Educação e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente que trata sobre o convênio das creches comunitárias. Criação da Comissão de Comunicação do Conselho. Mudança nos critérios gerais (pesos, notas e faixas): carência do serviço ou infra-estrutura (peso 4 e 5 notas), população total da região (peso 2 e 4 notas) e prioridade temática da região (peso 4 e 5 notas).Novo tema de hierarquização (total de 8 temas): Assistência Social; ampliação do tema Regularização Fundiária que passa a chamar-se Política Habitacional abrangendo regularização fundiária, reassentamento, urbanização e unidades habitacionais. 1ª Prioridade de Toda a Cidade: Política Habitacional.

1998  
  Alteração no critério de eleição dos delegados: quatro faixas de proporcionalidade. Conselheiros organizam pauta de reuniões para discutir o seu papel. Novos temas de hierarquização (total de 12 temas): Áreas de Lazer, Esporte e Lazer, Desenvolvimento Econômico e Cultura. O tema Desenvolvimento Econômico tem critérios técnicos definidos no Regimento Interno. 1ª Conferência de Direitos Humanos. Implantação de grandes empreendimentos na cidade devem ser submetidos às diretrizes do desenvolvimento econômico. Ex.: supermercado Carrefour.Governo Federal suspende repasses para Estados e Municípios referentes à moradia e saneamento. Criado o Sistema Municipal de Ensino de Porto Alegre que implantou o Planejamento e o Orçamento Participativo na Escola Cidadã. 1ª Prioridade de toda a Cidade: Pavimentação. Incluída no Regimento Interno a garantia de intérprete da Língua Brasileira de Sinais - Libras.

1999  
  Novo nome do Conselho: Conselho do Orçamento Participativo (COP).Aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental que conta com uma representação mais efetiva das regiões. Incluído no Regimento Interno artigo tratando sobre as reuniões dos conselheiros. Porto Alegre ganha o prêmio Prefeito Criança. Identifica-se necessidade de divulgar as deliberações e encaminhamentos das reuniões da Comissão Paritária e da Comissão Tripartite. Inclui-se no Regimento Interno a possibilidade de constituir Comissão Especial para acompanhar real carência de cada região. 1ª Prioridade de toda a Cidade: Saneamento Básico.

2000  
  Alteração no critério de eleição dos delegados: dez participantes – um delegado. Alteração nos critérios para eleição dos delegados nas intermediárias. Na ficha de credenciamento do participante das rodadas acrescenta-se a expressão “segmento” ao qual a pessoa pertence.Para eleição de delegados nas rodadas intermediárias determina-se reunião específica para este fim. Coordenação do COP substitui a Comissão Paritária, composta de quatro representantes do governo e oito conselheiros.Introdução dos critérios técnicos da Assistência Social. Alteração nos critérios gerais: carência de serviço ou infra-estrutura (peso 4 e 4 notas); prioridade da região (peso 5 e 4 notas). Criação de nova temática: Cultura. Inclui-se no Regimento Interno: obras institucionais que exigirem recursos orçamentários próprios, ou financiamentos de organismos nacionais ou internacionais deverão ser debatidas previamente com a comunidade. 1ª Prioridade de toda a Cidade: Política Habitacional. Porto Alegre ganha o prêmio Prefeito Criança. III Congresso da Cidade - 2 eixos de enfoque: gestão participativa e qualidade de vida. Criação do Centro de Aplicação e Formação de Educadores Populares. Posse do novo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental e dos Fóruns Regionais de Planejamento com a participação das comunidades. Inauguração do Auditório Popular no Mercado Público - local para as reuniões do Orçamento Participativo. Criação do Conselho de Segurança Comunitária.

2001  
  4ª gestão da Administração Popular. Novo tema de hierarquização (total de 13 temas): Saneamento Ambiental; mudança nos nomes do tema política habitacional para Habitação e Organização da Cidade para Iluminação Pública. Inclui-se no Regimento Interno que o conselheiro não pode ser agente do Mova. Inclui-se no Regimento Interno que o acompanhamento das obras pode ser feito pela Comissão de Obras independente de sua fase, governo devendo providenciar o transporte. Incluído no Regimento Interno a linguagem Braile nas plenárias. Criação da Tripartite III: discussão das políticas de Assistência Social. Criada no COP a Comissão de Obras, Habitação e Área Social. Inclui-se nos critérios técnicos da Habitação: necessidade de um cadastramento junto à comunidade nos casos dos projetos habitacionais, evitando a grilagem e a venda de terrenos.Inclui-se no Regimento Interno: governo deverá responder aos conselheiros(as) das regiões/temáticas as questões levantadas pelos mesmos nos informes das reuniões. OP - Internet: possibilidade de enviar sugestões via internet com análise prévia do governo e sendo obrigatória a avaliação e deliberação nos Fóruns de Delegados do OP (www.portoalegre.rs.gov.br/op/default.htm).Discussão da Proposta do Plano Plurianual pela população em geral, nas instâncias de base do OP, no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental e Conselhos Setoriais.Criação do Grupo de Trabalho Modernização do OP - internamente ao governo - para propor melhorias. Aprovação da proposta de realização de cursos de capacitação sobre o Orçamento Participativo / Porto Alegre. Porto Alegre sede do Fórum Social Mundial.